Soluções para Mobilidade e Infraestrutura são debatidas em Fortaleza

A situação do trânsito em Fortaleza, bem como em todas as grandes cidades do país, tem implicações não apenas estruturais, mas também econômicas, sociais e culturais. Especialistas têm afirmado que a sociedade tem que se juntar às esferas públicas para uma proposição de soluções definitivas, de médio e longo prazo. Este é um dos temas que será discutido durante o Fortran 2011, a partir de 28 de setembro no auditório do Sebrae.

Somente este ano, de janeiro a agosto, a frota de automóveis em Fortaleza cresceu em 10,5%. Atualmente são 444,5 mil carros na cidade. Os dados são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). As motocicletas somam quase 176 mil. O total de veículos registrados na capital, incluindo ônibus e caminhões é de 760 mil. Em todo o Ceará são 1.857.315 meios de transporte circulando.

A grande quantidade de automóveis em circulação contribui para o caos do trânsito que se vê diariamente em Fortaleza. As obras de infraestrutura parecem não dar conta do aumento da frota. O mesmo crescimento econômico que eleva o Brasil ao patamar de potência mundial encontra gargalos que atrapalham o desenvolvimento interno. No caso da capital cearense, a meta de preparar a cidade para a copa do mundo de 2014 evidencia ainda mais a urgência em ações que possibilitem a mobilidade na cidade.

Entretanto, os desafios de transformação que Fortaleza, entre outras cidades do país, tem que enfrentar não são apenas estruturais.  A doutora em Psicologia do Trânsito pela Universidade de São Paulo (USP), Gislene Macêdo acredita que a mudança necessária é, acima de tudo, a cultural. “Entendemos que mobilidade é antes de tudo humana porque somos nós quem atribuímos sentido aos espaços e aos nossos deslocamentos diários”, afirma.

A acadêmica, que também é professora da Universidade Federal do Ceará em Sobral, acredita que o excesso de veículos particulares isola as pessoas, o que contribui para “uma cidade menos acolhedora, menos saudável e menos afetiva”. Ela entende que, da mesma forma em que o isolamento é causa do problema, a solução está no papel coletivo que todos têm a obrigação de cumprir. Segundo Gislene, os diversos setores da sociedade devem agir conjuntamente com o poder público.

No próximo dia 29, dentro das programações do Fórum Brasileiro de Valorização e Preservação da Vida no Trânsito – Fortran 2011, a especialista apresentará a palestra Mobilidade Humana: Utopia ou Realidade, onde vai expor seus estudos na área e propor soluções que abrangem todas as perspectivas do tema. Logo após, o tema será debatido e as conclusões irão compor a Carta do Fortran com proposições concretas de soluções de médio e longo prazo para o problema do trânsito.

Serviço:

Palestra Mobilidade Humana: Utopia ou Realidade, com a professora da UFC, Dra. Gislene Macêdo. Fortran 2011 – Fórum Brasileiro de Valorização e Preservação da Vida no Trânsito, entre 28 de setembro e 1º de outubro, no auditório do Sebrae/CE (Av.Monsenhor Tabosa, 77 – Praia de Iracema).A palestra será realizada no  29, das 14 às 16h.

Fonte:

– Gislene Macêdo – Doutora em Psicologia do Trânsito (USP) e professora da UFC.

Email: gislene.mac@gmail.com

Max Swell Ribeiro – Presidente do Ibradec e Organizador do Fortran 2011.

Email: ibradec@gmail.com

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